É assim com todo mundo ou só eu tenho mais facilidade em lembrar as coisas ruins do que as boas??? Me perguntaram sobre um processo que funcionou. Posso citar com detalhes todos os problemas que tivemos em diversos processos... Mas... O que funcionou?? Isso sumiu da minha memória! Fué
Pra você, que lê esse blog, essa postagem vai ser um pouco estranha... Mesmo assim, peço que leia até o final. Espero que essa história possa tocar o seu coração da mesma forma que tocou o meu. Todos os dias, vou e volto de trem para o trabalho. No horário de pico os trens são muito lotados. Se para nós, adultos (ou quase :P) já é incomodo, imagine como deve ser para um bebê, que, apesar de estar no colo de quem quer que seja, pode sentir as pessoas muito próximas e um calorão daqueles, sem ao menos poder entender o que está acontecendo. Em um desses dias, voltando para casa de trem, fazia um calor bem típico de verão, apesar de estarmos em pleno inverno. Minha pressão costuma cair quando faz muito calor. Como estava sentada, encostei minha cabeça na janela do trem e fechei os meus olhos, pensando em dormir um pouco durante o caminho. Em meio a uma multidão de pessoas, ouvi bem baixinho o choro de um bebê. Quem me conhece sabe como sou com crianças. Perdi o sono no mesmo instante. ...
Com a tartaruga as coisas são diferentes. Bem mais lentas. E isso não é necessariamente ruim. Quando as coisas vão um pouco mais devagar conseguimos prestar atenção em cada detalhe. Isso é bom, ainda mais com essa vida corrida, que em alguns momentos não nos deixa nem respirar. É bom observar as cores, saber ao certo o significa cada sentimento, enxergar a beleza que há em cada segundo das nossas vidas. Estava pensando sobre isso um dia desses e cheguei à conclusão de que, às vezes, somos como as tartarugas. Já experimentou tentar fazer carinho em uma tartaruga? Se você vai muito rápido, ou de forma brusca, ela se encolhe para dentro do casco. E não há nada que você possa fazer em relação a isso. Você precisa conquistar sua confiança, mostrar que não vai machucá-la, para que ela estique o pescoço novamente. Só então você pode avançar. É uma relação de confiança. Você mostra que não vai causar nenhum dano, ela permite sua aproximação. Simples assim. Agora você entende, não é? Benditas...
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