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O Jantar...

Conheço um cara que gosta de marcar jantares. A mesa é sempre farta e, em sua grande maioria, está rodeada por muita gente. E isso é normal, pois, apesar de muitos não gostarem dele, ele é um cara popular. O curioso de tudo isso é que, geralmente, nos jantares em que ele participava, quando olhávamos para os lados não víamos artistas famosos, ou estrelas do futebol. Não víamos jornalistas bem sucedidos que trabalhavam na globo, ou pessoas influentes na política. O que víamos em volta da mesa eram prostitutas, enfermos, ladrões, cobradores de impostos, pescadores, marginalizados. Víamos aqueles que geralmente só seriam vistos se fossemos a periferia da periferia. E o que mais chama a atenção é que não eram aqueles jantares comunitários só para mostrar que ele ajudava os pobres e necessitados porque queria concorrer as próximas eleições, sair nas colunas sociais da Caras, da veja, ou em reportagens sobre solidariedade. Naquele tempo, muito mais do que hoje, quando você chamava ...

No colo :)

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Pra você, que lê esse blog, essa postagem vai ser um pouco estranha... Mesmo assim, peço que leia até o final. Espero que essa história possa tocar o seu coração da mesma forma que tocou o meu. Todos os dias, vou e volto de trem para o trabalho. No horário de pico os trens são muito lotados. Se para nós, adultos (ou quase :P) já é incomodo, imagine como deve ser para um bebê, que, apesar de estar no colo de quem quer que seja, pode sentir as pessoas muito próximas e um calorão daqueles, sem ao menos poder entender o que está acontecendo. Em um desses dias, voltando para casa de trem, fazia um calor bem típico de verão, apesar de estarmos em pleno inverno. Minha pressão costuma cair quando faz muito calor. Como estava sentada, encostei minha cabeça na janela do trem e fechei os meus olhos, pensando em dormir um pouco durante o caminho. Em meio a uma multidão de pessoas, ouvi bem baixinho o choro de um bebê. Quem me conhece sabe como sou com crianças. Perdi o sono no mesmo instante. ...

Daí....

Daí que sempre que eu quero mostrar que sou forte, tenho vontade de chorar. Que sempre que tento impressionar, tropeço no meio do caminho e saio rindo feito boba. Que às vezes, quero tanto que no fim perde a graça. Daí eu tenho ciúmes dos meus amigos. Quero estar sempre perto, quero que saibam que podem contar comigo, mesmo que nem sempre eu possa contar com todos eles. Daí eu sou desastrada. Falo na hora errada, derrubo coisas no chão. (Né que eu nem me importo?? rs) Daí eu entendo tudo errado... Crio um mundo só pra mim. Invento histórias, crises, amores. E depois venho pro blog despejar minhas ideias num post. Daí eu abandono o blog. E, do nada, me dá uma vontade tão, mas tão grande de escrever, que eu nem ligo de estar falando assim, tão abertamente :)

Tem dias....

Tem dias em que tenho vontade de escrever. Às vezes, e só às vezes, as palavras saem mais fácil no papel do que pela boca. E a vantagem disso é que você sabe que, se alguém quiser ler, está tudo aqui. Se não quiser, bem, ao menos você “disse” tudo o que tinha pra dizer. Tem dias em que sinto vontade de escrever sobre amores que não tive, sentimentos que se perderam no meio do caminho, sobre as escolhas erradas que eu fiz. Sobre as certas, bom... já falo demais sobre isso.  Tem dias em que tento simplesmente esquecer e fingir que estou falando de outra pessoa. É engraçado como, em algumas situações, temos a plena certeza de ter tomado a decisão certa e, pouco tempo depois, descobrimos que fizemos tudo errado. Trocas mal feitas. Engraçado como tem coisas que mudam em nós em um tempo tão curto que a gente só se dá conta quando essas mudanças já são irreversíveis. Engraçado como a gente quer sempre reviver coisas que já passaram, quer sentir novamente o que já se esgotou, quer agi...

Sentimentos

Ela: Você não tem medo? Ele: Tenho... Mas arriscaria tudo por você. *************** Ele: Eu ainda sou o seu herói? Ela: Hoje não. Ele: E amanhã? Ela: Depende... Ele: Depende do que meu anjo? Ela: Não quero ter um heroi que grita comigo... Nem que não entende o que eu digo (de propósito), nem que não queira saber o que eu penso... Nem que não se preocupe comigo... Nem que não se importe comigo... Heróis que não tão nem aí pra mim tem um monte por aí, dá pra escolher! Quero um herói pra mim... Pra cuidar de mim, pra se preocupar comigo.... Pra ser meu, assim como eu serei dele. ********** Ele: Eu sinto sua falta. Não vai ter volta mesmo, não é? Ela: Eu não sei. É cedo para falar sobre isso. Te agradeço por tudo...  É aquela velha história "(...) a gente achou que ia se amar pra sempre, sem saber que o "pra sempre" sempre acaba...." mas enfim... O que importa é o que as pessoas significam em nossas vidas, e você significa muito pra mim. Um grande amigo, um...

Um pouco de drama

Um pouco de drama nem sempre é ruim. Mas SER dramática, ah... Isso me tira do sério! Uma tempestade por dia, sempre num copo d’agua. Entender errado o que as pessoas dizem é pouco. Quem é dramático mesmo, tenta convencer o outro de que ele disse exatamente o que você entendeu. E que se dane se não foi. Mesmo depois de perceber que cometeu um equívoco, o dramático vai continuar tentando te convencer de que é você quem está errado e está pressionando para que ele admita uma culpa que não é dele. Confuso assim mesmo. Quem é dramático acredita sempre que o pior vai acontecer, mesmo tendo provas concretas de que não deve se preocupar. Além disso, na vida dos dramáticos uma dor de dente pode virar a pior tragédia que poderia ter acontecido em toda a sua vida. Será que é o gosto pelo drama que faz a gente ser assim? Será que realmente os problemas aparecem um atrás do outro ou somos nós que realmente vivemos em busca deles? Tem gente que vive reclamando dos problemas e, de vez em quando, ...

Teoria da tartaruga...

Com a tartaruga as coisas são diferentes. Bem mais lentas. E isso não é necessariamente ruim. Quando as coisas vão um pouco mais devagar conseguimos prestar atenção em cada detalhe. Isso é bom, ainda mais com essa vida corrida, que em alguns momentos não nos deixa nem respirar. É bom observar as cores, saber ao certo o significa cada sentimento, enxergar a beleza que há em cada segundo das nossas vidas. Estava pensando sobre isso um dia desses e cheguei à conclusão de que, às vezes, somos como as tartarugas. Já experimentou tentar fazer carinho em uma tartaruga? Se você vai muito rápido, ou de forma brusca, ela se encolhe para dentro do casco. E não há nada que você possa fazer em relação a isso. Você precisa conquistar sua confiança, mostrar que não vai machucá-la, para que ela estique o pescoço novamente. Só então você pode avançar. É uma relação de confiança. Você mostra que não vai causar nenhum dano, ela permite sua aproximação. Simples assim. Agora você entende, não é? Benditas...